Marcelo Paz, Osmar Stábile ou algum “palpiteiro”; afinal, quem decide o futuro dos jogadores Corinthians?

Emiliano Macedo
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A Conselheira Vitalícia do Corinthians, Miriam Athie, apoia o gestor do clube


Nos bastidores do Corinthians, cresce a percepção de que o presidente do clube tem atuado de forma direta nas decisões do futebol, como se ocupasse, na prática, o papel de diretor da área. A situação chama atenção porque Marcelo Paz foi contratado justamente com o discurso de profissionalização da gestão esportiva, com autonomia técnica para conduzir negociações, planejar elenco e estruturar o departamento.

No entanto, ao menos segundo rumores que circulam internamente, o cenário não estaria refletindo esse modelo. Especulações envolvendo a possível contratação ou venda do jogador André reacenderam questionamentos sobre quem, de fato, tem conduzido as tratativas no clube.

Miriam Athie (Foto: Divulgação)


Embora não exista até o momento confirmação oficial de qualquer conflito institucional, relatos de bastidores indicam ruídos na comunicação e possível sobreposição de funções, o que amplia o debate sobre governança e hierarquia no departamento de futebol.

Apoio à autonomia de Marcelo Paz por Miriam Athie

A conselheira vitalícia Miriam Athie manifestou apoio direto à autonomia de Marcelo Paz, defendendo uma gestão técnica, profissional e protegida de interferências políticas.

Para Miriam, a contratação de um gestor de futebol pressupõe autoridade prática para exercer a função. “Gestor de futebol não pode ser peça decorativa. Precisa ter liberdade para negociar, sugerir, planejar e, principalmente, saber exatamente o que está sendo tratado em nome do clube. O Corinthians é maior do que qualquer interesse político.”

Ao mesmo tempo, a conselheira destaca que autonomia não significa ruptura institucional. Segundo ela, o alinhamento com a presidência é indispensável, com ciência mútua das negociações e responsabilidade compartilhada.

Na avaliação de Miriam, o equilíbrio é o ponto central. Nem interferência política no futebol, nem decisões isoladas sem conhecimento da gestão maior do clube. Quando há sintonia, o Corinthians se fortalece; quando há ruído, o mercado percebe, o ambiente interno se fragiliza e a credibilidade fica em risco.

Em meio às especulações envolvendo André, o debate deixa de ser apenas sobre um nome no elenco e passa a tratar de algo maior: o modelo de gestão do futebol e a real autonomia de Marcelo Paz dentro da estrutura do Corinthians.

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