No contexto do Dia Livre de Impostos, celebrado em 28 de maio, o pré-candidato a deputado estadual Marcelo Cabeleireiro (PSD-RJ) intensificou sua agenda pública ao defender uma reestruturação da política tributária fluminense, ao mesmo tempo em que resgata seu histórico legislativo voltado à concessão de incentivos fiscais e estímulo à economia regional.
A data, que simboliza o período do ano em que o contribuinte deixaria de trabalhar apenas para pagar tributos, tem sido utilizada como plataforma para ampliação do debate sobre carga fiscal, competitividade e eficiência do Estado. Marcelo sustenta que o modelo atual penaliza tanto o consumidor quanto o setor produtivo.
– O Dia Livre de Impostos revela um sistema pesado, que sufoca quem produz e limita o crescimento econômico. É preciso coragem para rever esse modelo – afirmou.
Ao reforçar sua experiência parlamentar, o pré-candidato destacou leis de sua autoria voltadas à atração de investimentos e ao fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas. Entre elas, a chamada Lei Rosinha, que foi ampliada para alcançar municípios fluminense, como Barra Mansa, Volta Redonda e Rio Claro, criando condições mais competitivas para instalação de empresas fora dos grandes centros. “A ampliação da Lei Rosinha para os municípios foi uma conquista importante. Levamos desenvolvimento para regiões que historicamente estavam à margem dos grandes investimentos. Isso é política pública com impacto real”, disse.
Além disso, Marcelo relembrou outras iniciativas legislativas com foco em setores específicos da economia, como a lei de incentivos fiscais ao setor moageiro, voltada à indústria de processamento de grãos; a chamada lei do Aço, criada para fortalecer a cadeia metalúrgica; e outros projetos que, segundo ele, buscavam alinhar crescimento econômico com geração de empregos. “Sempre atuei com uma visão prática: incentivar quem produz, reduzir desigualdades regionais e gerar emprego. O Estado precisa ser parceiro da iniciativa privada, não um obstáculo”.
RELATÓRIO FIRJAN – Um levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, divulgado neste segunda-feira, 25, aponta que entraves como carga tributária elevada, insegurança, crédito oneroso e excesso de burocracia impõem um custo adicional de R$ 274,8 bilhões por ano às empresas do estado do Rio de Janeiro. Esse montante equivale a cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) fluminense, indicador que representa o total de bens e serviços produzidos na economia local.
Os dados integram o estudo “Custo Rio”, que analisa o ambiente de negócios no estado em comparação com a média das demais unidades da federação e também com países integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
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