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IA de post não é IA de gestão: pequenos negócios adotam tecnologia pela vitrine e deixam a estrutura de fora

Todo mundo usa IA, mas quem realmente está tendo resultados com a IA? Para a Work In, de Anndrêa Franco, é essa diferença entre uso da IA como “Google otimizado” e acelerador de resultados que separa negócios que economizam horas de negócios que mudam de patamar

Workshop em Inteligência Artificial da Work In foca ensino prático e mão na massa, e tira a IA de um papel de ferramenta para ser modelo de negócio.

Todo mundo usa IA, mas quem realmente está tendo resultados com a IA? Para a Work In, de Anndrêa Franco, é essa diferença entre uso da IA como “Google otimizado” e acelerador de resultados que separa negócios que economizam horas de negócios que mudam de patamar

A adoção de inteligência artificial pelos pequenos negócios brasileiros ainda é minoritária e, quando acontece, fica na superfície. Segundo pesquisa da SumUp, 75% dos micro e pequenos empreendedores do país não utilizam ferramentas de IA. Entre a minoria que adota, o uso se concentra na camada mais visível da operação: 75% aplicam a tecnologia em marketing e redes sociais, e 43,7% no atendimento ao cliente. Gestão, processos, finanças e tomada de decisão seguem, em grande parte, fora do alcance da tecnologia.

O quadro convive com uma percepção crescente de que a IA deixou de ser opcional. Levantamento da InfinitePay divulgado em 2026 mostra que 65,7% dos micro e pequenos empresários não usam nenhuma ferramenta de IA, mas 52,7% já consideram a tecnologia essencial para competir no mercado neste ano. O gap entre intenção e adoção indica que o problema não é resistência: é falta de método para transformar a tecnologia em estrutura de gestão.

O dado de produtividade reforça a leitura. Entre os empreendedores que usam IA, o principal benefício percebido é o aumento de produtividade, citado por 68,7% dos respondentes da pesquisa da SumUp. Mas a produtividade capturada por um texto de post ou uma arte de divulgação é marginal perto da que aparece quando a tecnologia entra em processos, previsibilidade comercial, rotinas documentadas e apoio à decisão. É a diferença entre uma ferramenta que resolve a semana e uma infraestrutura que muda a capacidade de execução da empresa.

“Produtividade com IA, muitas vezes, é percebido como fazer mais rápido uma atividade que já existia. A proposta da Work In é usar IA para não precisar mais executar essas atividades, economizar tempo enquanto aumenta resultados”, diz Anndrêa Franco, empresária e fundadora da Work In.

Para negócios liderados por mulheres, o custo dessa lacuna é maior. Apenas 12% do venture capital investido no Brasil vai para startups lideradas por mulheres, segundo levantamento da plataforma Startups, e 42% das empreendedoras têm crédito negado. No topo, o Panorama Mulheres 2025, da Talenses com o Insper, mostra que só 17,4% das empresas pesquisadas são presididas por mulheres. Na leitura de bancos e investidores, negócio desestruturado é sinônimo de risco, e a desestruturação recai com mais peso sobre quem cresce com menos capital e mais sobrecarga operacional.

É nesse ponto que a Work In, empresa fundada pela empresária Anndrêa Franco, posiciona sua tese. Em vez de tratar a IA como ferramenta de conteúdo, a companhia a apresenta como infraestrutura de gestão para negócios fundados e liderados por mulheres, com o objetivo declarado de formar a próxima geração de mulheres CEOs do Brasil. A empresa realiza imersões online gratuitas, programas presenciais, formações e treinamentos in company, com foco em aplicar a tecnologia em atendimento, vendas, processos, gestão e tomada de decisão.

“A inteligência artificial pode reduzir uma das maiores barreiras ao crescimento dos negócios femininos: a falta de estrutura. Quando a tecnologia absorve parte da operação, a mulher recupera tempo para pensar, decidir e liderar. É assim que mais empreendedoras deixam de sustentar empresas pela exaustão e passam a construir negócios preparados para escalar”, comenta Anndrêa Franco, fundadora da Work In.

Na prática, o método parte de um diagnóstico comum a grande parte das pequenas empresas: operações que dependem da presença, da memória e da capacidade de execução da fundadora. Ao documentar rotinas, estruturar atendimento, organizar o processo comercial e apoiar decisões com dados, a IA reduz essa dependência e devolve à empresária tempo estratégico, hoje consumido por tarefas repetitivas.

“Quando um negócio ganha método, previsibilidade e dados, ele muda de categoria na leitura de quem financia. Estrutura não é vaidade de gestão, é condição de acesso a capital”, diz a fundadora.

O desafio de mercado, para a empresa, está menos em convencer empreendedoras de que a IA importa e mais em traduzir a tecnologia para a realidade de quem opera com equipe enxuta e agenda tomada. Se a fase da curiosidade já venceu a da desconfiança, como sugerem os números de percepção, a próxima fronteira da adoção nos pequenos negócios não será medida em posts publicados, e sim em processos que passam a rodar sem depender de uma única pessoa.

No dia 13 de agosto, em Porto Alegre, a Work In fará Workshop em Inteligência Artificial, focando em ensino prático, mão na massa, tirando a IA de um papel de ferramenta para ser modelo de negócio. Para saber mais acesse: https://women.ia.br/

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Negócios e Networking

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