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Do infantil ao ensino médio: Valley International School aposta na jornada completa como a nova régua da educação internacional

Com cerca de 90 escolas autorizadas pelo IB no país e um mercado bilíngue em plena expansão, o diferencial do setor mudou de lugar: deixou de ser oferecer um currículo internacional em alguma etapa e passou a ser sustentar a mesma formação certificada do início ao fim da vida escolar. A escola de Itajaí (SC), que opera o Primary Years Programme e o Diploma Programme, é uma das poucas no país a cobrir o percurso inteiro.

Alunos Valley International School

Com cerca de 90 escolas autorizadas pelo IB no país e um mercado bilíngue em plena expansão, o diferencial do setor mudou de lugar: deixou de ser oferecer um currículo internacional em alguma etapa e passou a ser sustentar a mesma formação certificada do início ao fim da vida escolar. A escola de Itajaí (SC), que opera o Primary Years Programme e o Diploma Programme, é uma das poucas no país a cobrir o percurso inteiro.

O Brasil tem hoje cerca de 90 escolas autorizadas a oferecer programas do International Baccalaureate (IB), o principal sistema de currículo internacional do mundo, presente em mais de 160 países. O número, pequeno diante das mais de 1.200 escolas bilíngues contabilizadas pela Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (ABEBI), esconde um recorte ainda mais estreito: a parcela de instituições autorizadas a operar mais de um programa do IB ao mesmo tempo, cobrindo a formação da criança dos primeiros anos ao ensino médio. É nesse recorte que a competição do setor começa a se decidir.

A mudança de régua tem uma lógica pedagógica e uma lógica de mercado. Na pedagógica, formação internacional não é um enxerto que se aplica na adolescência. Repertório em outra língua, método de investigação e mentalidade global se constroem desde os primeiros anos, quando a criança forma as bases sobre as quais todo o resto se apoia. Currículos como o do IB foram desenhados como um contínuo: o Primary Years Programme, nos anos iniciais, prepara o terreno do Diploma Programme, no ensino médio, credencial reconhecida por universidades de dezenas de países.

Na lógica de mercado, a jornada completa resolve o problema mais caro da família que escolhe educação internacional: a descontinuidade. Quem começa numa escola que cobre apenas parte do percurso enfrenta, no meio da vida escolar do filho, uma troca de instituição, de método e, não raro, de cidade. A escola que sustenta o mesmo currículo certificado de ponta a ponta captura a matrícula por um ciclo de dez anos ou mais, um ativo que qualquer análise de receita recorrente reconhece de imediato.

Sustentar a jornada, porém, é o que filtra o mercado. Cada programa do IB exige autorização própria, precedida de anos de preparação, formação específica do corpo docente e adequação da cultura institucional aos padrões do organismo. E cada autorização é reavaliada periodicamente, com visita de verificação e auditoria externa. Operar dois programas simultâneos significa manter dois ciclos de avaliação, dois quadros de professores formados no padrão internacional e um orçamento permanente de capacitação e revisão pedagógica. É por isso que a maioria das escolas autorizadas para no primeiro programa.

Para as famílias, a régua é pública. O diretório oficial do IB lista, escola por escola, quais programas cada instituição está autorizada a oferecer, em quais etapas e desde quando. Num mercado em que a nomenclatura corre mais rápido que a regulação, a consulta ao diretório vale mais do que o material de matrícula.

No Vale do Itajaí, em Santa Catarina, região que concentra renda e atraiu novos projetos educacionais nos últimos anos, a Valley International School é exemplo do modelo de jornada completa: opera o Primary Years Programme com autorização desde 2021 e o Diploma Programme desde 2024, cobrindo do infantil ao ensino médio, e passou recentemente pela visita de verificação periódica do programa, etapa obrigatória de quem mantém a certificação.

“A formação internacional que entregamos no ensino médio começa a ser construída aos três anos de idade. O que a jornada completa garante é que a criança não recomeça no meio do caminho: ela aprofunda”, afirma Augusto Dantas, coordenador do Primary Years Programme da Valley.

O movimento aponta a direção da próxima fase do setor. À medida que a demanda por educação internacional se consolida fora das capitais, a pergunta que definirá os vencedores deixa de ser quem tem currículo internacional e passa a ser onde ele começa e até onde ele vai. Na nova régua, cobrir a jornada inteira deixa de ser diferencial de marketing e vira a própria definição de escola internacional.

A Valley International School é uma Escola Mundial do IB autorizada a oferecer o Primary Years Programme (PYP) e o Diploma Programme (DP). Escolas Mundiais do IB compartilham uma filosofia comum: o compromisso com uma educação internacional de alta qualidade, desafiadora, que a Valley International School considera importante para seus alunos. Apenas escolas autorizadas pela Organização do IB podem oferecer qualquer um de seus quatro programas acadêmicos: o Primary Years Programme (PYP), o Middle Years Programme (MYP), o Diploma Programme (DP) ou o Programa Relacionado à Carreira (CP). O status de candidato não garante que a autorização será concedida. Para mais informações sobre o IB e seus programas, visite www.ibo.org.

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